Cué-Cué Marabitanas. O arco indigenista se fecha sobre a Amazônia
O sonho dos gringos é pegarem toda a serra que separa o Brasil da Venezuela e Guianas
e fazer uma nova nação. Não terão muito tempo; a crise mundial lhes tirará o poder, mas
temos que resistir até lá. GF Por Félix Maier.
O livro A Farsa Ianomâmi, escrito pelo coronel do Exército Carlos Alberto Lima Menna
Barreto (*), põe a nu, ao provar com inúmeros documentos, a farsa do século passado,
que foi a criação da Terra Indígena Ianomâmi (TI Ianomâmi). Na verdade, o blefe
monumental foi arquitetado por uma fotógrafa belga, Cláudia Andujar, que reuniu
algumas tribos, que não tinham nenhuma relação entre si, e criou a "nação imemorial
dos ianomâmis", com o total apoio dos caciques brancos de Brasília.
O livro de Menna Barreto tem a apresentação feita pelo general-de-divisão Carlos de
Meira Mattos, que assim inicia seu escrito:
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A Farsa Ianomâmi,
Biblioteca do Exército
Editora, RJ, 1995. |
"A questão ianomâmi, como é apresentada
pelos interesses alienígenas, clama contra a lógica e o bom senso. Como
reivindicar o controle político de um território brasileiro da extensão
de 94.1991 km2 (semelhante à área de Santa Catarina e três vezes a
superfície da Bélgica), para uma tribo que o habita, de 5.000 índios, no
máximo, e que vive, até hoje, no mais baixo estágio da ignorância e
primitivismo?
Estes próprios índios ignoram as reivindicações que são feitas em seu
nome, por organizações internacionais mascaradas com intenções
científicas (ecologia, ambientalismo, antropologia) e que fazem uma
pressão crescente no sentido de entregar a soberania dessa área aos seus
habitantes" (pg. 11).
Em 1973, em noticiário bombástico, Cláudia Andujar se referiu pela
primeira vez aos índios ianomâmis, os quais, no entanto, nunca haviam
sido identificados pelos exploradores que passaram pela região. E olha
que foram muitos, tanto do Brasil, quanto do exterior. No capítulo 3, A
Ianomamização dos Índios, diz Menna Barreto:
"Manoel da Gama Lobo D'Almada, Alexandre Rodrigues Ferreira, os irmãos
Richard e Robert Schomburgk, Philip von Martius, Alexander von Humboldt,
João Barbosa Rodrigues, Henri Coudreau, Jahn Chaffanjon, Francisco
Xavier de Araújo, Walter Brett, Theodor Koch-Grünberg, Hamilton Rice,
Jacques Ourique, Cândido Rondon e milhares de exploradores anônimos
cruzaram, antes disso, os vales do Uraricoera e do Orenoco, jamais
identificaram quaisquer índios com esse nome" (pg. 29). Com a autoridade
de quem foi o primeiro comandante do 2º Batalhão Especial de Fronteira e
do Comando de Fronteira de Roraima, diz Menna Barreto: "É preciso ficar
claro antes
de tudo que os índios supostamente encontrados por Cláudio Andujar são
os mesmos de quando estive lá, em 1969, 1970 e 1971. (...) eles
continuam a ser os xirianás, os uaicás, os macus e os maiongongues de
sempre, ficando essa história de 'ianomâmis' só para brasileiros e
venezuelanos" (pg. 33).
Em 1985, quando Menna Barreto era Secretário de Segurança de Roraima, a
população de Boa Vista ficou admirada com tantos aviões da FAB fazendo
evoluções nos céus: dois aviões de transporte Búfalo, uma esquadrilha de
jatos e alguns helicópteros. As aeronaves não eram para compor a Base
Aérea de Boa Vista, recém-inaugurada. Eram para transportar agentes
federais, que desceram no Garimpo de Santa Rosa, para
aplicar castigos aos trabalhadores, como escreveu Menna Barreto: "Após
retirarem as pessoas de suas choupanas ao lado da pista, as teriam
obrigado a se despirem, submetendo-as a vexames, ofensas e agressões,
enquanto outras equipes procediam à destruição dos equipamentos e
mantimentos existentes nas imediações" (Pg. 59 e 60).
Menna Barreto soube, por integrantes da FAB, que a ordem de Brasília
era, em um prazo de 4 semanas, "esvaziar os garimpos a oeste dos 62º e
as áreas reivindicadas por macuxis, ingaricós e taulipangues nos Rios
Suapi, Quinô, Cotingo e Maú, na região montanhosa, ao norte do
Território" (pg. 60). Finaliza Menna Barreto seu
capítulo 7, A Vingança da Gringa: "Tempos depois - por informações
vazadas da FUNAI - soube-se que a autoridade misteriosa não era outra
senão a belga Cláudia Andujar.
Com singular prestígio nas altas rodas de Brasília, intimidou órgãos do
Governo com um protesto pela existência de brasileiros a oeste do
meridiano 62º, no Garimpo Santa Rosa. A solução encontrada foi
desencadear uma operação secreta de espancamento de garimpeiros, de modo
a contentá-la, sem que mais ninguém neste país
ficasse sabendo..." (pg. 62 e 63)
Raposa Serra do Sol teve sua origem em blefe semelhante à geração
espontânea dos ianomâmis. Diz Menna Barreto: "E muito menos se pode
chamar de ideal a conspiração criminosa de alguns 'padres' com os índios
transviados, para arrancar outro pedaço de Roraima, com a criação
pretendida da reserva indígena Raposa - Serra do Sol, em uma parte do
estado povoada, há dois séculos, por brasileiros" (pg. 155).
Não se pode esquecer o modus operandi desses patifes, muitos travestidos
de padres e pastores evangélicos. Diz Menna Barreto: "Agem pela
violência, seguindo a conhecida receita da guerrilha: intimidar para
subjugar. E nem sabem mais por quê. O terrorismo, a violência deixou de
ser o processo para ser o objetivo. E violência
não pode ser ideal de ninguém. Bandido não pode ser herói. Bandido é
bandido mesmo" (pg. 155).
Depois das Nações Ianomâmi e Raposa Serra do Sol, vem aí uma nova nação,
que está sendo engendrada pelos morubixabas da Funai, pelo CIMI e por
sociólogos e antropólogos de diversas partes do mundo, para arrancar
mais um naco do mapa do Brasil: a Nação Cué-Cué Marabitanas.
Guarde bem este nome: Cué-Cué Marabitanas. Logo irá aparecer nos
noticiários. No momento é a TI Cué-Cué Marabitanas, que, juntamente com
outras TI, existe apenas nos mapas da FUNAI, do CIMI e das ONGs. Fica no
Estado do Amazonas, município de São Gabriel da Cachoeira e tinha 1.645
indígenas, em 1996, segundo fonte do Instituo Socioambiental (ISA). Na
extremidade sul da TI Cué-Cué Marabitanas fica a cidade de São Gabriel
da Cachoeira. Esta TI dos cués fica entre a TI Balaio, a leste (que faz
fronteira com a TI Ianomâmi), a TI Alto Rio Negro, a oeste, a TI Médio
Rio Negro I, ao sul, e a Venezuela, ao norte. Abaixo da TI Alto Rio
Negro, existe ainda a TI Rio Apapóris (próximo à Vila Bittencourt). E a
leste da TI Médio Rio Negro existem as TI Médio Rio Negro II e TI Rio
Tea. Abaixo da TI Médio Rio Negro I - depois de uma faixa de terra ainda
não pleiteada pela Funai para os indígenas - existe a TI Uneiuxi. Todas
estas TI ficam no Amazonas. Com as demarcações de Balaio e Cué-Cué
Marabitanas, o município de São Gabriel da Cachoeira terá 90% de suas
terras destinadas aos índios! Convém lembrar que no Amazonas existe,
ainda, a TI Rio Cuieras, na região de Manaus e Nova Airrão.
A Portaria da FUNAI nº 1.131, de 23 de novembro de 2007 (Cfr.
http://ccr6.pgr.mpf.gov.br/atuacao-do-mpf/portarias/docs_portarias/portaria_funai_1131.pdf),
publicada no Diário Oficial da União nº 229, de 29 de novembro de 2007,
define o Grupo Técnico para realizar a delimitação da TI Cué-Cué
Marabitanas, constituído também - vejam só! - por "lideranças indígenas"
e integrantes da ONG Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
O Exército, que durante séculos ocupou e preservou a Amazônia para o
Brasil, mais uma vez não foi chamado para opinar sobre o assunto.
Pesquisando na Internet, descobri algo espantoso, que não vem sendo
divulgado pela mídia, para que os vendilhões de nossa Pátria possam
trabalhar mais à vontade. No Blog do antropólogo e ex-presidente da
Funai, Mércio Pereira Gomes
(http://merciogomes.blogspot.com/2007/10/iluso-messinica.html),
lê- o seguinte:
"...A ilusão messiânica também tem configurações laicas. Veja, por
exemplo, a proposta do ISA de forçar a Funai a demarcar a Terra Indígena
Cue Cue Marabitanas em tal dimensão que junte em uma única área as
terras indígenas Yanomami (9,9 milhões de hectares) e Alto Rio Negro
(10,5 milhões de hectares), as quais, junto com a demarcação de mais
duas terras contíguas ao Sul, totalizariam cerca de 23 milhões de
hectares e fechariam uma fronteira contínua de 2.500 km com a Venezuela
e a Colômbia".
O que se pode depreender das investidas do ISA, com pleno apoio da Funai
e do CIMI, e de milhares de ONGs, tanto nacionais quanto estrangeiras, o
problema indígena no norte de Roraima e Amazonas é muito mais grave do
que imaginávamos, depois que foram criadas e homologadas pelo Governo
Federal as TI Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Ou seja, o movimento
indigenista, de caráter entreguista (entre os brasileiros que apóiam tal
patifaria) e de propósito gatuneiro(entre os espertalhões estrangeiros,
que querem preservar para si, no futuro, a colossal riqueza do subsolo,
de minerais raros), quer transformar uma área igual a três vezes o solo
de Portugal em uma mega nação indígena, ao unir ''nações indígenas" de
Roraima à Vila Bitencourt, AM, passando pela Cabeça do Cachorro, em um
arco de 3.000 km de extensão - com a agravante de fazer fronteira com
tropas das FARC escondidas nas florestas colombianas. Existe pressão de
expandir ainda mais esse imenso território amazônico,
se o avanço indigenista se estender também ao Mato Grosso e Mato Grosso
do Sul. Sem falar que a TI Raposa Serra do Sol, que também faz divisa
com a Venezuela, ao norte, e a Guiana, a leste, tem uma área superior a
1,7 milhão de hectares.
Espertamente, brasileiros apátridas, sob as ordens de ONG estrangeiras,
pretendem que o Governo Federal primeiro homologue a TI dos cués, um
território menor, para então darem o golpe final, monumental,
definitivo, que é a criação e homologação da TI Alto Rio Negro, que tem
uma área superior ao território ianomâmi. Com isso, terão conseguido o
diabólico intento, que irá mais do que triplicar as terras contínuas dos
territórios indígenas junto à fronteira com a Venezuela e a Colômbia,
para mais fácil criar uma gigantesca e riquíssima Nação Indígena.
E por que aquela enorme região foi escolhida para comportar tão poucos
índios? Uma visita ao endereço do site de Rebecca Santoro (Imortais
Guerreiros) nos dá uma valiosa e decisiva pista, em seu texto "O
misterioso, rico e estratégico corredor que passa por Roraima"
<http://www.imortaisguerreiros.com/artigosrebeccasantoro.htm#255844686>:
a riqueza de sua bacia sedimentar.
O que se pode prever é que, em futuro não muito distante, será criada a
Grande Nação Ianomâmi, ou algum outro nome bombástico que venha a ter,
como Cué-Cué Marabitanas, que é o sonho milenarista dos novos beatos da
atualidade. Será a efetivação da balcanização de toda a Amazônia,
dilapidando as extensas terras que um dia pertenceram ao Brasil, país
que, daí em diante, será conhecido mundialmente como Brasilistão - uma
mistura de Brasil com Afeganistão. Outras extensas áreas indígenas do
País terão o mesmo destino no futuro, a persistirem o entreguismo
estatal e a inércia dos cidadãos brasileiros.
Convém lembrar, que, além dos indígenas, outros bantustões
segregacionistas
<http://www.webartigos.com/articles/2172/1/brasilistao-os-bantustoes-dos-indios-quilombolas-e-mst/pagina1.html>,
também de cunho socialista, estão sendo criados em todo o Brasil, dentro
dos moldes do Apartheid sul-africano de triste memória, que são os
acampamentos do MST e as terras reivindicadas pelos quilombolas.
(*) MENNA BARRETO, Carlos Alberto Lima. A Farsa Ianomâmi,
Biblioteca do Exército.
Editora, Rio de Janeiro, 1995.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Rua Dona Eugênia, 1227
Petrópolis - Porto Alegre - RS
90630 150
Telefone:- (51) 3331 6265
xxx"
Enviado por: Manoel Soriano Neto. (06/11/2008) |
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